De acordo com o dicionário, dentre os significados de planejamento, está projetar. Uma ligação direta com o setor de arquitetura e design. Um profissional tem como objetivo projetar, que nada mais é do que planejar o que o cliente vai precisar fazer para que o ambiente fique igual ao que sonhou.

Planejar também é o ato de desenvolver uma ideia inicial. Arquitetos e Designers de Interiores têm uma missão importante ao atender um cliente, que é tornar essa imaginação, um sonho em realidade.

O planejamento também é muito importante quando falamos do dia a dia do profissional. São diversos fatores que demandam atenção, como a parte estratégica, responsável pela captação e retenção de clientes, e o financeiro, com a incumbência de controlar entradas e saídas e a própria gestão do negócio.

Entretanto, a única certeza que temos sobre um planejamento é que ele não vai ser idêntico à realidade, mas é o mais próximo de uma previsão do futuro que podemos ter.

 Então por que devemos planejar? 

O planejamento serve principalmente para dar um caminho para os objetivos traçados e com isto estabelecer quais estratégias serão necessárias adotar.

Caso você não saiba quantos clientes é preciso ter por mês, como investir em marketing? Como saber se será possível pagar as contas? E quando é necessário ir atrás de novos clientes?

São perguntas básicas que poderão ser respondidas com um bom planejamento.

Como planejar um escritório de arquitetura ou design

Um escritório de arquitetura ou de design de interiores tem algumas peculiaridades que precisam ser apontadas para um entendimento claro de como serão abordados os pontos.

A começar pelo perfil do escritório, já que, em muitos casos, o próprio sócio é responsável por todas as atividades de execução e administração. Isso, muitas vezes, atrapalha o “sentar na cadeira para planejar.”

É uma característica muito comum um escritório surgir pela necessidade do arquiteto ou designer ter um emprego. Isso não está errado – desde que você se entenda como uma empresa. 

E aqui fica uma dica muito importante e que vai te ajudar a mudar sua mentalidade do que realmente é uma empresa: Separe sua conta bancária pessoal da empresarial!

Caso essa primeira dica já seja adotada por você, é um ótimo começo! Seu escritório está fora da realidade dos mais de 80% que ainda insistem em misturar pessoal e profissional.

E, se você faz parte da maioria que mistura todas as contas, é preciso ficar atento. Você terá muito mais trabalho em conseguir planejar seu escritório, pois sempre o planejamento como pessoa física entrará em conflito com o da empresa.

Não quer abrir CNPJ e ter uma conta nesse estilo? (Mesmo sendo recomendado em termos empresariais) Basta você criar uma outra conta bancária como pessoa física e deixar somente os recursos da empresa.

Antes de planejar qualquer coisa, você precisa fazer os mesmos processos que faz com seus clientes.

O que é necessário enxergar para crescer?

Existem algumas perguntas-chave que você precisa responder para um bom planejamento. Uma boa notícia é que não são muitas, mas as respostas podem ser bem complexas e precisam ser analisadas com cuidado. 

Trate isto como se fosse o briefing que você faz com seu cliente. Confira:

  • Qual é o meu custo fixo?
  • Qual é o meu pró-labore (salário)?
  • Quanto eu pago de imposto?
  • Qual é a minha margem de lucro?
  • Quais são as minhas metas em curto, médio e longo prazo?
  • Qual é o preço dos meus produtos/serviços?
  • Quantos clientes preciso ter no mês e no ano?

A primeira lição para construir um bom planejamento é criar as hipóteses. Utilize o questionário acima para se guiar, responda as sete perguntas do que você acha do seu negócio.

Qual é o meu custo fixo?

Quais são as contas fixas do seu mês? Se você não registra os custos do seu negócio, mesmo depois de ter gasto, é preciso começar. Quando não temos estas informações, nunca conseguiremos controlar o que está sendo feito.  

Até as pequenas contas que você paga, muitas vezes com dinheiro e não registra que utilizou fundos para elas, no final do mês, fazem grande diferença no montante.

Muitas vezes é aqui que “aparece” aquele lucro que você esperava e que, quando viu, a conta estava zerada ou negativa.

Qual é o meu pró-labore (Salário)?

Lembra que a dica é manter duas contas bancárias? Além disso, é preciso estipular um salário que você receberá todo mês. A sua pessoa física deverá viver com o valor que foi determinado como salário.

A evolução do seu “salário” será contemplada no planejamento. Então, tente traçar qual o valor do seu serviço para a sua empresa no momento atual.

Quanto eu pago de imposto?/Qual é a minha margem de lucro?

As perguntas 3 e 4 devem ser pensadas juntas, pois na maioria dos casos, não são contempladas nos cálculos do preço de venda. Caso você trabalhe como autônomo e não tenha empresa aberta, procure saber quanto é o imposto que deverá pagar, pois ele precisa estar incorporado no seu preço. Quanto à margem de lucro, é preciso ter estipulado para negociar com clientes, entender a margem de erro e quanto vai ter de dinheiro sobrando no final do ano.

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Quais são as minhas metas em curto, médio e longo prazo?

Você sabe aonde quer chegar? Deixe registrado o que você considera como suas metas.

Uma dica para essa tarefa é sempre ter uma meta mensurável para conseguir medir, posteriormente, se alcançou ou não. E, principalmente, para se guiar até o objetivo.

Qual é o preço dos meus produtos/serviços?

Essa pergunta, que parece muito fácil, tem muitas coisas por trás que interferem no resultado final da empresa. O importante não é só qual o preço de venda, mas como chegou nesse preço.

Você traçou um objetivo para esses preços ou se baseou no concorrente? Tenha a certeza de contar com preços justos e atraentes.

Quantos clientes preciso ter no mês e no ano?

Esta é uma pergunta para o desmembramento das metas. Você deve traçar as estratégias para atingir os objetivos futuros. Então, crie a hipótese que acha que consegue alcançar.

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