Para muitos, o dinheiro não chega até o final do mês, as contas não fecham e os problemas começam a surgir. Já aconteceu algo parecido com você ou algum conhecido?

O problema pode estar no cuidado com a vida financeira, que vai sendo deixada de lado e, com isso, a saúde do seu bolso adoece.

E vai além de não saber para onde o dinheiro está indo, é sobre viver com uma preocupação constante sobre pagar as contas e lidar com as prioridades. Muitos desenvolvem ansiedade, angústia e até problemas pessoais, tudo pela má gestão financeira.

O meu convite é que você pare o que está fazendo e leia este artigo. Vamos começar a conversar sobre organização e planejamento. Esqueça o difícil, vamos falar sobre o que acontece no nosso dia a dia. Preparado para começar a cuidar da sua saúde financeira? Se quiser anotar, pegue papel e caneta ou mesmo o celular/computador e abra seu bloco de notas.

Quais são suas influências?

Você já se perguntou de onde veio o seu perfil consumista? Já analisou quem foi que te falou sobre dinheiro, economia, gastos, ganhos, dentre outros?

Muitos nem tiveram essa conversa em casa, e isso pode explicar algumas coisas.

Quando não sabemos sobre um assunto, fica difícil dominar o ambiente se “cairmos de paraquedas” nele. A mesma coisa acontece com a sua vida financeira. Quem nunca controlou os gastos, se organizou com as entradas e saídas e ainda conta com a influência (negativa) de outras pessoas por perto, pode adotar o mesmo comportamento.

Por isso, comece a pensar em quem te rodeia; familiares e amigos. O comportamento deles pode te influenciar negativamente se tratando de finanças pessoais? Talvez um amigo seu tenha uma vida mais tranquila e possa gastar mais, já outro vive “quebrado” e mesmo assim faz dívidas. Seu pai/mãe ou familiar vive emprestando dinheiro do banco, mas nunca parou para colocar na ponta do lápis o que poderia ser economizado ou se a dívida poderia ser deixada para um outro momento?

Você pode ter herdado vícios, e é normal não tratá-los como um. Talvez porque você pode ter aprendido desde cedo com o seu pai, mãe, irmão ou amigo que se gasta dinheiro dessa forma, sem antes ter controle.

Não é para se isolar ou se afastar dessas pessoas. Mas, você precisa entender o seu perfil e momento de vida, aprendendo a controlar as contas e deixar vícios para trás. Impulso, falta de planejamento/objetivo/metas e controle nunca se deram bem com o dinheiro.

Você poderá se interessar pelo curso 9 passos da saúde financeira pessoal

Tudo sob controle

Passando o primeiro estágio que é parar e pensar na origem do seu comportamento de “gastão” e sem planejamento, é hora de mudar o jogo e começar a mandar na sua vida financeira.

No dia a dia existem “ciladas” fáceis de cair e são principalmente nelas que o dinheiro vai embora sem nem a gente perceber. Você precisa entender quais são os seus principais gastos no mês e também para onde aquele trocado está indo. São R$ 10 que vão embora ali, outros R$ 5 que vão aqui e o que parecia barato, acaba tornando-se o vilão.

Por isso, anote tudo! Pense como uma loja que tem um sistema. Não pode escapar nada durante o dia e, no final dele, tem que fazer o fechamento de caixa porque nada pode sair do controle.

Sabia que a cerveja do final de semana, o cigarro diário ou mesmo o café da manhã semanal podem representar mais de 10% do seu salário?

Por isso, tenha uma planilha no computador ou mesmo no caderninho.

Nada pode escapar! Só assim você vai conseguir enxergar para onde o seu dinheiro está indo, quais gastos podem ser cortados do orçamento e, assim, parar de errar.

É justamente aí que muita gente se surpreende: nas pequenas coisas.

Chegando ao final do mês, você pode visualizar o quanto ganha e o quanto está gastando. A dica é separar os gastos essenciais dos supérfluos. Os fixos são: aluguel, educação, transporte, segurança, saúde, dentre outros. Já os variáveis (que não aparecem necessariamente todos os meses) são: supermercado, padaria, cinema, etc.

Olhe para as suas anotações e perceba o que anda de errado, pois só assim você vai conseguir começar a cuidar da sua saúde financeira. Fica bem mais fácil realizar os cortes. Só quando olhamos os números é que temos ideia do “problema” e como podemos enfrentá-lo.

Seguem algumas dicas para começar a sua organização:

  • Chame a família – eles precisam estar na mesma sintonia, aprender a organizar as finanças e economizar;
  • Tenha um lugar único para as anotações;
  • Crie o hábito de todo fim de mês analisar seu orçamento;
  • Divida seus gastos em porcentagens, como por exemplo: 50% para gastos essenciais/ 15% para dívidas (ou empréstimos) e 35% para o seu lazer e da família. Você pode ajustar essa organização para a sua realidade. Uma ótima dica para praticar a disciplina;
  • Antes de comprar, analise o seu orçamento e, se preciso, adie o sonho;
  • Ganhar mais pode não ser a resolução dos problemas, por isso aprenda a viver com o que você tem agora.

Xô dívidas!

Infelizmente, não posso garantir que as suas dívidas se vão para sempre. Mas, que tal poder conviver melhor com elas, entender como anda o seu momento de vida e poder melhorar a sua saúde financeira?

Você conhece as suas dívidas? Pode parecer estranho, mas muitos não têm ideia para quem e o quanto devem, além dos juros cobrados. 

O primeiro passo é entender para quem você deve: bancos/financeiras/lojas ou a uma pessoa. Depois, esse valor que você está pagando é bem de consumo ou juros (valor real x juros ou correções). Por último: você já tentou negociar?

As dívidas vão se acumulando e se arrastando pelo tempo, sem que a pessoa tente negociar. Algumas são deixadas de lado porque se tornaram impagáveis com os juros acumulados. 

A forma mais eficiente de liquidar uma dívida é negociando. Você pode procurar primeiro o credor e tentar diminuir os juros e correções ou ainda conseguir o valor original.

Negociar é uma tarefa importante para quem sofre com contas em aberto. Muitos relatam ter a dívida diminuída e as parcelas voltaram a caber no bolso. Lembre-se também que existem os feirões de meio e final de ano que ajudam as pessoas a limparem o nome. Pela internet ou presencialmente.

Uma dívida em aberto pode deixar você triste, confuso e ainda afetar o seu score; a pontuação que você tem como consumidor tem relevância na decisão de uma instituição financeira em liberar o crédito.

Por isso, não deixe de conhecer a sua dívida. Pegue os extratos, contratos e tudo aquilo que for necessário para você entender. E mais uma vez, não tenha vergonha ou medo de negociar.

Olha outras dicas que eu separei para você de coisas que levam o seu dinheiro embora e contribuem para as dívidas:

  • Parcelar muitas compras – não esqueça que o valor por menor que seja se soma a outros, além dos demais compromissos assumidos;
  • Empréstimo só para coisas importantes e emergências – deixe de emprestar dinheiro para ir a shows, comprar roupas e outros consumos fora do orçamento;
  • Gerencie a sua vida financeira – seja pelo aplicativo do celular, planilha ou caderninho. Antes de comprar, confira o seu limite e orçamento;
  • Tenha um objetivo – comprar uma casa, economizar x% do salário, juntar dinheiro, etc.

Confira também alguns direitos que você tem e pode usar para economizar:

  • Não existe valor mínimo para compra no cartão de crédito – Art. 39, incisos I e V do Código de Defesa do Consumidor
  • Você pode suspender serviços temporariamente – Art. 34 da resolução nº 477, de 7 de agosto de 2007 – Lei geral de Telecomunicações
  • O Banco deve oferecer uma conta corrente sem taxas – Resolução nº 3.919/2010 do Banco Central.

Tenho certeza de que esse assunto é importante para você ou para alguém da família. Por isso, o Parceiro da Construção tem um curso especial para te ajudar com as finanças. 

Apresentado pelo facilitador Leonardo Jacomini, o curso “9 passos da saúde financeira pessoal” tem por volta de 40 minutos, divididos em 9 módulos.

Não perca a chance, já está disponível no site e você pode se inscrever gratuitamente clicando no banner abaixo: